
A demissão durante estabilidade é uma das situações mais sensíveis do Direito do Trabalho. Muitos trabalhadores são dispensados mesmo estando protegidos por lei, seja por desconhecimento dos seus direitos ou por condutas abusivas do empregador.
Esse tema integra o núcleo do pilar
Estabilidade, Demissão e Rescisão Trabalhista, pois envolve a validade do desligamento e o direito à reintegração ou indenização.
O que é estabilidade no emprego?
A estabilidade é a garantia legal de que o trabalhador não pode ser demitido sem justa causa durante determinado período, salvo em situações excepcionais previstas em lei.
Durante a estabilidade, a demissão arbitrária é considerada nula ou irregular, gerando consequências jurídicas ao empregador.
Principais tipos de estabilidade trabalhista
Entre as hipóteses mais comuns estão:
- Estabilidade gestante (da confirmação da gravidez até 5 meses após o parto)
- Estabilidade por acidente de trabalho (12 meses após o retorno)
- Estabilidade após afastamento previdenciário
- Estabilidade de membro da CIPA
- Estabilidade pré-aposentadoria (quando prevista em norma coletiva)
Essas garantias existem para proteger o trabalhador em momentos de maior vulnerabilidade.
A empresa pode demitir durante a estabilidade?
Em regra, não.
A demissão durante o período de estabilidade só é admitida quando:
- Há justa causa comprovada, ou
- O próprio trabalhador pede demissão
Fora dessas hipóteses, o desligamento é considerado irregular.
Quando a empresa ignora a estabilidade, o trabalhador pode buscar reparação judicial.
Quais são os direitos do trabalhador demitido em estabilidade?
Quando a demissão é considerada ilegal, o trabalhador pode ter direito a:
- Reintegração ao emprego, com pagamento dos salários do período afastado
- Indenização substitutiva, quando a reintegração não é viável
- Depósitos de FGTS do período
- Manutenção ou restabelecimento de benefícios
A escolha entre reintegração ou indenização depende do caso concreto.
Estabilidade e verbas rescisórias
Mesmo durante a estabilidade, a empresa costuma pagar verbas rescisórias como se a demissão fosse válida.
Isso não impede o trabalhador de questionar o desligamento judicialmente.
Erros nessa fase são comuns e se conectam ao conteúdo
Cálculo das verbas rescisórias: guia completo.
Como comprovar a estabilidade?
As provas variam conforme o tipo de estabilidade, mas podem incluir:
- Exames médicos
- Comunicação de gravidez
- CAT e documentos do INSS
- Atestados médicos
- Atas da CIPA
- Convenções ou acordos coletivos
A comprovação correta é fundamental para o reconhecimento do direito.
Existe prazo para contestar a demissão?
Sim. O trabalhador pode questionar:
- A demissão ocorrida nos últimos 5 anos
- Desde que a ação seja ajuizada em até 2 anos após o fim do contrato
Quanto antes houver orientação jurídica, maiores as chances de reintegração.
O que NÃO fazer ao ser demitido em estabilidade
- Não assinar quitação sem análise
- Não aceitar acordos verbais
- Não abrir mão da reintegração sem orientação
- Não ignorar a proteção legal
- Não deixar de guardar documentos
Essas atitudes podem comprometer o direito.
Quando procurar um advogado trabalhista?
É indicado buscar orientação quando houver:
- Demissão durante gravidez
- Demissão após acidente de trabalho
- Desligamento durante afastamento previdenciário
- Estabilidade prevista em convenção coletiva
- Dúvidas sobre reintegração ou indenização
A análise técnica define a melhor estratégia.
O atendimento inicial pode ser solicitado pela
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